E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre...!
Miguel de Sousa Tavares (Jornalista e escritor português a respeito da morte de sua mãe, a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen)
As algas negro-cerrado,que eu trouxe da beira-mar,
guardo-as num missal doirado,onde costumo cismar!
Às vezes triste e cansado, quando o vou folhear,
dentro do missal doirado, eu oiço as algas chorar!
(António Nobre)